Desde sua idealização até os dias presentes, vemos o quanto se transformou a Avenida Rio Branco. Suas mudanças representaram as mudanças que o país ia sofrendo, tanto de mentalidade quanto de quadro econômico. Esteve sempre ali como um retrato do país e da cidade do Rio de Janeiro. Mesmo transfigurada, se compararmos ao que fora construído quase um século atras, ainda é possível enxergar certa harmonia, uma singularidade que mantém o seu carater simbólico no cerne da cidade, algo que grandes avenidas posteriores a esta, como a Pres. Vargas e Pres. Antonio Carlos, seja por seu traçado, seja por sua escala desproporcional ao ser humano, não conseguiram impregnar. A riqueza de seu vocabulário arquitetônico lhe transmite ares de um grande museu a céu aberto, capaz de contar a história da arquitetura em nosso país no século XX.
Esse grandioso espaço, que tentamos explicar nessas poucas paginas, nasceu como uma cicatriz na cidade, que apesar de curada, mostra ainda toda força da marca que criou apesar dos anos transcorridos.