Projetar Mundos: a floresta

Guilherme Lassance
Cristovão Duarte

Dia(s): Segundas-feiras e quintas-feiras
Horário: 08:00h às 12:00h
Turmas: 1
Dep.: DPA
Tipo: Ateliê Avançado
Nome da Disciplina (Cadastro SIGA): AT AV TÓPICOS ESPEC EM PROJ
Código: FAP517
Nome da Disciplina (Cadastro SIGA): Ateliê Avançado Integrado
Código FAW: inscrição será feita pela Coordenação após a 2a CRID.

A partir da noção de ecótono (ambientes de transição entre dois ecossistemas vizinhos), trata-se de desenvolver uma investigação a partir do projeto, em torno da coexistência da cidade e da floresta, abordando a cidade, tal como a floresta, como um ecossistema. Assim estaremos interessados nas zonas de passagem de um para o outro, nas singularidades de cada um, nos efeitos de bordas, na variabilidade dos sistemas de acordo com as suas escalas (infraestruturas, paisagens, práticas sociais, arquitetura…), a presença de um no outro e os elementos que os constituem. Será considerada uma série de questões que estarão em interação com esse trabalho: as da relação com o solo, a água, o clima, as viagens, a construção, a coabitação, os limites e fronteiras. A abordagem adota ao registro fotográfico como meio de discussão e construção de conceitos para o projeto. A disciplina está organizada como uma expedição e envolve um deslocamento aéreo do Rio para Belém (Pará) onde estaremos montando uma exposição de trabalhos da disciplina para a COP30. De lá, seguiremos para Carajás e, em seguida, por trem, para São Luís do Maranhão, acompanhando o processo de extração, transporte e exportação do minério de ferro. O objetivo é desenvolver projetos motivados pelo enfrentamento dos impactos locais de uma atividade global extrativista associada ao fenômeno urbano na Amazônia. A disciplina é oferecida em colaboração com a Escola Nacional Superior de Arquitetura de Versalhes (França) e conta com apoio da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Grande parte da carga horária prevista de 120h será computada durante as duas semanas intensivas dedicadas à viagem (prevista para acontecer de 25/10 a 07/11/2025), o que implica na efetiva participação dos estudantes inscritos para validação dos créditos cursados.

BECKER, B. A Urbe Amazonida. Rio de Janeiro, Brasil: Garamond, 2013. DESMAISON, B. (ed.). Ciudades Auto- Sostenibles Amazónicas. Lima: PUCP, FAU, 2019. GOMES, A.M. Da lama ao caos: Uma análise multiespécie da expansão portuária de São Luís. Anais da IX Reunião de Antropologia da Ciência e Tecnologia, 2024. MELO, A.C.C. de.; CARDOSO, A.C.D. Cidade para quem? O descompasso entre políticas ambientais e urbanas na periferia do capitalismo. Cadernos de Arquitetura e Urbanismo, v.21, n.29, 2º sem. 2014. TAVARES, P. A natureza política da floresta. In: Joana Barros; André Dal Bó; Cibele Rizek. (Org.). Os limites da acumulação, movimentos e resistência nos territórios. 1ed. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2018, v. 1, p. 69-83.

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